domingo, 9 de agosto de 2009

o inevitável precípicio do paraíso sem rumo.
parece bem estranho.
abri meus olhos depois de uma noite mal dormida, sonhando com um encontro inevitavel, pensando nas rosas vermelhas, lembrando das lágrimas dos olhos azuis. deve ser porque durante a manhã, eu mesma abri o portão enquanto ele dormia em prantos. vim embora sozinha. quando entrei no elevador, meu olho direito apresentava marcar negras em minha face, eu estava esbelta, louca e cheirando cigarro velho. meu vizinho me viu, eu sorri e o desejei bom dia, segurando nas mãos meus sapatos de maria antonieta. depois não conseguia pregar meus olhos. fiquei um pouco preocupada com as palavras sem nexo da noite anterior, que nos levaram áquela cama que não é cama, e nos deixou sem saber quem éramos. eu precisava ir embora o quanto antes, hoje é o dia da comemoração. mas minha ausência o entristece, e seu cheiro me prende. já estou lasciva. você me deixa com um sentimento de liberdade, quando o papel branco pede palavras, eu escrevo. com você é assim. ele é tão branquinho e eu o amo tanto. como podes pensar que meu passado me vem á mente? eu odeio isso. pra mim só existe o sentimento mais puro e grandioso. o inevitavel nos pregou uma peça...agora estamos interagindo com o destino.
e amanhã é segunda feira, começarei finalmente a subir a colina.

me acompanha?
temos um longo caminho pela frente...

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