domingo, 22 de novembro de 2009

o lago

ontem pela tarde meu corpo sentiu tremores, medos e pavores da dor e solidão de te ver tão longe assim. me deparo com tiros, mudanças, melodias, exquisofrenias e aparencias reluzentes junto ao som da minha nova rotina e aos passos que meu caminho guia. ao mesmo que tempo que senti o maior amor dessa vida, senti junto á ela o maior ódio e indecencia sobre os maltratados espelhos de rebeldia dessa minha essência inevitavel dentro de mim. tomo em copos nas janelas, entre laços vermelhos arrpendidos de bondade, choro o alcool ingerido durante minha estadia ali, corroo por dentro e sofro ... pela extrema falta que você me faz. corro em meu carro batido procurando pessoas para suprir meu desejo de falar, de calar, de morrer de pensar e de enlouquecer. motivos prudentes que me trazem um cigarro molhado, ouvindo na rádio das nove, tocar a nossa canção. pensando em você, meus olhos se entortam para os lados, soltando fumaça de minha boca e bebendo só mais um pouco deu um pequeno gole quente. quando escuto sua voz, me agrada por apenas um segundo, depois te odiando mais. quando o lago se forma, volto atrás pra corrigir meu desejo absurdo de te perder, olhando nos seus olhos vermelhos, reinando até aqui em silencio, fazendo me te amar ainda mais, pegando em minha mão em preces de devoção em que me faz virar santa. quando você sumiu pela noite, meus sonhos viraram pesadelos excêntricos, levitando minha mente e eu só me sinto mal. acordei em devaneios, desespero, pulsação, falta de ar em um espirito perseguidor de meu ser. quando o lago nasce, só posso dizer que nada mais além da vida realiza todos os meu medos, fazendo-me inocente diante de ti e de mim mesma. me sinto fraca hoje, sem forças pra lutar ou disfazer todos os nós que dei ontem á noite. cuide-se por inteiro e de mim. eu preciso muito de todo seu apoio sentimental para que eu possa seguir meu caminho entre as fadas e a casa em frente o lago que será o remédio de nossos medos.