terça-feira, 28 de julho de 2009



porque quando penso
falo
e tomo meu chá
junto á paisagem
que estende lá fora
olhando a chuva cair
penso
que sou eu.

eu só queria um café

para que possas dormir
e acordar em devaneios
por ouvir suas risadas
estridentes e prolongadas
de sonhos da noite anterior
não pudes evitar

tudo era tão cinza
na aurora do tempo
que me fez sentir o cheiro
de seus lábios entreabertos

seduzindo
a
aspirante
comunicação
de meu corpo
com
o
seu

depois do fim
eu queria um café
junto ás fotografias
de seu passado

não me deixes ir embora?
me leva pra longe daqui?
amo você...

quinta-feira, 23 de julho de 2009

dentro de um buraco, perdendo minha alma, dentro de um buraco, perdendo o controle, eu gostaria de voar mas minhas asas foram negadas

sinto-me como a renegação do espírito puro! como fazer pra te agradar em algum momento? já não me lembro mais de quando meu sofá era vermelho e meus sonhos distantes. já não me lembro mais dos passos nas ruas durante a madrugada longa. já não me lembro mais de mim mesma, sentada naquele banquinho de madeira com um violão na mão e histórias pra contar. já não me lembro mais da trajetória seguida diariamente pelos bairros da vida e já não me lembro mais do cheiro da loucura em meu casaco de veludo! o que me resta agora, nesse longo momento é ter certeza de que o dia amanhã será diferente de todos os outros, por onde eu possa estar!


acho que bebi demais! nossa, são 5:00 da manhã!

quarta-feira, 22 de julho de 2009

caia a tarde feito um viaduto, e um bebado trajando luto, me lembrou carlitos ...

o amor só nos faz rir.a amor pela vida, o amor pelas pessoas, pelos animais, pela natureza, pela musica, pela poesia, pelos botecos de esquina, pela mesa do bar, pelo cachecol de papel higienico, pela cinza que caí no chão, pelos velhos que ainda dançam, pelos loucos de chapéu coco, pela escola de arte, pelo banjo desafinado, pela orquestra da terceira idade, pelas carpas que nadam, pela sala com fumaça de cigarro, pelo sofá vermelho e moderno, pelos palavrões da noite, pelos dialogos sem nexo das manhãs de festa, pelas telas que o senhores pintam durante as manhãs de todas as terças-feira, pelo meu dia mais feliz. esse é o meu amor.

você me acha estranha por estar aqui com você nesse lugar mágico? não, acharia estranho se eu não gostasse de tudo isso, né?

terça-feira, 21 de julho de 2009

ontem durante a noite
percebi que seus olhos
brilham no escuro.
deve ser pelo fato de
sua essência ser pueril
como seu sorriso
que demonstra
todo o tempo
o caminho sensual
de sua adolescencia
que ficou pra trás
resgatando-me
de meu inferno
interior
rasgando
todo
meu
cordial
acolhedor
íntimo
singelo
pecado.

domingo, 19 de julho de 2009



Hoje pela manhã cinza
Parei pra olhar a janela branca
Do quarto onde eu me hospedei
Noite passada!
Vi que o dia estava nascendo
Entre a veneziana
Dava para ver a luz entrar!
Eu me levantei para ver as horas
E voltei aos seus braços
Por onde estive em todo meu sono
Seu corpo estava nu
Sua pele branca me incitava o desejo
De ficar ali parada
Olhando você dormir
Por todo o meu dia.
E...
Quando começo tocar-te devagar
Você abre seus olhos
Me olhando da maneira mais pura
E doce
Fazendo-me despir rapidamente
Para pode te amar devagar
Entre o silêncio da manhã
De domingo.

Mais tarde, vamos tomar um chá?
E convensar sobre o medo que quase
Não existe mais.

quinta-feira, 16 de julho de 2009

Ainda acredito que o amor é maior que tudo!!

10 de Julho

rodando pela cidade, eram quase meia noite.
o silêncio dissipado em sinfonias agressivas
em meu carro.
procurei um bom local para me sentar, e fugir
de minha solidão.
já não haviam mais luzes e nem havia mais movimento.
mas quisera eu me permitir de procurar.
eu nãosabia bem o que estava fazendo.
ainda é muito cedo pra isso.
penso eu.

achei melhor o desencontro nos marcar
e me deixar novamente só.
desvinculando todos de meus passados.
e seguirei pela escuridão.

como pude eu, sem nem se quer saber quem éras
te olhar naquele vidro
sentado
numa mesa de bar
falando sobre minha vida passada
que nem tu sabeste de onde
e nem pra onde
iria eu.

pensaste que a vida tivesse se esquecido
e que ela tivesse te deixado preso
nas folhas rasgadas escritas por mim mesma
naquele tempo que tudo
era poesia.
que tudo era apenas, palavras
escritas.

posso saber que tudo que pensei
e tudo o que desejei
em todos meus anos de euphoria
viraram apenas um romance
vivido por duas pessoas.

quando tudo acabou
você quis ficar
para me olhar
para me tocar
suavemente
em minhas mãos.
o frio cortava meus lábios
e deixavam seus olhos verdes
um pouco vermelhos.
tive medo de me precipitar
e de me sentir errada
por estar ali.
mas hoje eu vejo
que tu vieste pra ficar.

o amor ás vezes nos ensina
que a sensação não acaba.
que podemos sim esperar
que ele aconteça novamente!
minhas noites hoje são longas
e preenchidas pelo seu ser
pelo seu toque
pelo seu olhar inocente.
eu quero viver o que tenho
pra viver
hoje
ao seu lado
e que seja eterno enquanto dure!

não penses que é cedo pra saber
o quanto te amo
e o quanto eu já sei.

teremos o resto de nossas vidas para nos conhecermos melhor a cada dia.

sábado, 11 de julho de 2009

COISAS QUE AMO

viajar


ambientes clássicos


praças no inverno


sapatos


pouca luz


meias brancas


casas suécas


cafés


meia 7/8


jantar á luz de velas


brechós


andar nas ruas


fotografias antigas


comer no chão e beber


cinema e literatura


pequenas surpresas


homens bem vestidos


um clima mais mórbido


o intelectual diferente


old MP3


bebidas álcoolicas e cigarro de baunilha


dormir por aí


calcinha com liga


o dia do natal


clima natalino


coisas teatrais


piano clássico


conversas sem nexo


o amor eterno


bandas desconhecidas


o frio de domingo


escrever cartas


xícaras antigas


vestidos rodados


o cheiro europeu


sapatos de princesa


roupas de boneca


objetos retrô