rodando pela cidade, eram quase meia noite.
o silêncio dissipado em sinfonias agressivas
em meu carro.
procurei um bom local para me sentar, e fugir
de minha solidão.
já não haviam mais luzes e nem havia mais movimento.
mas quisera eu me permitir de procurar.
eu nãosabia bem o que estava fazendo.
ainda é muito cedo pra isso.
penso eu.
achei melhor o desencontro nos marcar
e me deixar novamente só.
desvinculando todos de meus passados.
e seguirei pela escuridão.
como pude eu, sem nem se quer saber quem éras
te olhar naquele vidro
sentado
numa mesa de bar
falando sobre minha vida passada
que nem tu sabeste de onde
e nem pra onde
iria eu.
pensaste que a vida tivesse se esquecido
e que ela tivesse te deixado preso
nas folhas rasgadas escritas por mim mesma
naquele tempo que tudo
era poesia.
que tudo era apenas, palavras
escritas.
posso saber que tudo que pensei
e tudo o que desejei
em todos meus anos de euphoria
viraram apenas um romance
vivido por duas pessoas.
quando tudo acabou
você quis ficar
para me olhar
para me tocar
suavemente
em minhas mãos.
o frio cortava meus lábios
e deixavam seus olhos verdes
um pouco vermelhos.
tive medo de me precipitar
e de me sentir errada
por estar ali.
mas hoje eu vejo
que tu vieste pra ficar.
o amor ás vezes nos ensina
que a sensação não acaba.
que podemos sim esperar
que ele aconteça novamente!
minhas noites hoje são longas
e preenchidas pelo seu ser
pelo seu toque
pelo seu olhar inocente.
eu quero viver o que tenho
pra viver
hoje
ao seu lado
e que seja eterno enquanto dure!
não penses que é cedo pra saber
o quanto te amo
e o quanto eu já sei.
teremos o resto de nossas vidas para nos conhecermos melhor a cada dia.
quinta-feira, 16 de julho de 2009
Assinar:
Postar comentários (Atom)

Nenhum comentário:
Postar um comentário