segunda-feira, 3 de agosto de 2009

alguns segredos de um Caterpillar

Não foram muitas as vezes que amei. Quando meu céu virou baunilha, eu vi que a vida era bela e infinita e que eu poderia um dia ser Julieta! Acabei me perdendo um pouco em minhas fantasias escritas em passados remotos onde a menina sonhadora ouvia vozes do alem que na verdade eram coisas de sua própria mente. Eu escrevia uma história em um caderno pequeno que hoje já não me importa mais.
Aprendi a crescer sem ser otária! Continuo a mesma garota que andava de skate perto da escola e matava aula pra ir á biblioteca pública ler sobre a vida de Shakespeare! Já pulei muros, minhas calças eram rasgadas e meus saltos sempre quebrados! Meu interesse era maior nos contos de José de Alencar do que nas aulas de biologia! Nunca fui uma boa aluna. Sempre fui uma boa pensadora.
Hoje me encaixo na sociedade anônima e minha alma pertence á um só homem.
Aquele na qual sinto o cheiro quando acordo assustada vendo jornal nas madrugadas sonolentas.

Abre o portão que eu vou embora.
Já são quase 5 da manhã meu amor.
Não me abandone...

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